Ilè Asé Laburè Òlòwò Aiyè

Ilè Asé Laburè Òlòwò Aiyè

 

 

 Carmem Silva

Mãe Carmem de Òsàlá

 

O IMPÉRIO DOS ÒRÌSÁS


    Mãe Carmem assume, o Gantois encerra seu luto, e a ilustre galeria de freqüentadores mostra a força do candomblé.
Por Cândida Silva, de Salvador.
    Os atabaques voltaram a soar. Depois de ficar fechado para festas por quase quatro anos, cumprindo luto pela morte da Iyálòrìsá Mãe Cleuza, o Terreiro do Gantois, o mais célebre da Bahia, reabriu suas portas. Não é pouco ser o mais celebrado candomblé da Bahia. Quem, num tempo, aprendeu a dimensão do candomblé na Bahia foi dom Lucas Moreira Neves, hoje prefeito emérito da Congregação para os Bispos, no Vaticano.
    Depois de mais de uma década na Cúria romana como secretário desta mesma Congregação, em 1991 dom Lucas completava quatro anos em Salvador como arcebispo primaz do Brasil. Numa tarde de verão, aos 66 anos, então ainda sem que a saúde o tivesse afastado da lista de papabile, o cardeal desabafou com um intelectual amigo, um baiano dos pés à cabeça:
- Eu passei 14 anos no Vaticano antes de vir para cá. Só via lâmpada fluorescente, papel timbrado e carimbo. De repente, estou aqui. Vocês não imaginam como é difícil esse processo de adaptação...
    É de se imaginar. Três anos antes, quando mal completara um ano no posto, uma foto histórica registrou ilustres visitas no palácio arquiepiscopal.
    Estavam em Salvador, vindos do Benin, Adè Tutu, o rei da nação Ketu (ramo do candomblé originário da África Ocidental, associado à cultura yòrubá), e Dahgbo Hounon, que vem a ser conhecido no planeta Terra como Òdé - ele, Hounon, um descendente direto da linhagem que há cinco mil anos via nascer os símbolos e os signos das divindades africanas.
Pois a foto (abaixo), até hoje desconhecida, flagra o exato instante em que dom Lucas Moreira Neves, um papabile, se curva para servir um cafezinho a Òdé. Ao lado, o rei da nação Ketu.
    Quatorze anos depois, na quinta-feira 30, de Corpus Christi, neste ano da Graça de 2002, na mesma Salvador, cerca de três mil pessoas passaram pelo Gantois, no bairro da Federação.
Moradores da Bahia, e centenas de desembarcados especialmente para a festa, lá estiveram para cultuar Òdé (o deus da floresta escondida), patrono do terreiro da nação Ketu, e para reverenciar a nova Iyálòrìsá do terreiro. Assumiu a chefia da casa a mãe-de-santo Carmem Silva, filha mais nova da lendária Menininha do Gantois.
    O candomblé do Gantois sempre foi dirigido por mulheres descendentes da fundadora, Maria Júlia da Conceição Nazaré. Com a morte de Mãe Cleuza em 1998, aos 71 anos, as especulações, o fuxico. Imaginou-se que o cargo poderia ficar com Mônica Millet, única filha da Iyálòrìsá Cleuza. Mônica é uma percussionista que gosta de viajar pelo mundo.

Também especulação: outra opção seria Andréa, neta de 12 anos de Cleuza e iniciada no candomblé pela avó Iyálòrìsá. O Gantois foi informalmente conduzido nos três últimos anos por Carmem, sem que o jogo de búzios indicasse a mãe-de-santo.
    O que diferencia o Gantois de outros terreiros tradicionais da Bahia, como o Asé Opò Afonjá, Casa Branca, Bogun e outros, é que a sucessão se dá pela linhagem e não através de escolha pelo jogo de búzios (leia quadro à página 17).
    Sem um líder oficial, numa cidade com 2.230 terreiros registrados na Federação Baiana de Cultos Afro-brasileiros, e com pelo menos uma dezena de pais e mães-de-santo de grande conhecimento e respeito das suas comunidades, o terreiro começou a perder em presença nos últimos anos.
    Filha de Òsàlá, Mãe Carmem foi a Iyálasé (mãe do Asé) do terreiro responsável pela força da casa, na gestão de Mãe Cleuza. Iniciada aos seis anos por Mãe Menininha, Carmem não tinha certeza se um dia seria a dirigente do Ilè Iyá Omi Asé Iyámasè - como aconteceu com a sua irmã, Cleuza.
    A nova Iyálòrìsá do Gantois é uma senhora de 72 anos, mãe de duas filhas e formada em Ciências Contábeis. De fala suave e gesticulação expressiva, quem a conhece logo identifica duas das qualidades necessárias para um posto como esse: magnetismo e serenidade.

 

Quando o cardeal se curvou. Dom Lucas Moreira Neves

serve um cafezinho para o descendente do Òrìsá, que se senta ao lado do rei da nação Ketu

 

    Explique-se: quem é filho ou respeita um terreiro, um pai ou uma mãe-de-santo, saúda a quem respeita agachando-se e batendo a cabeça no chão. Imagine-se, e tal cena já se deu, Antônio Carlos Magalhães, Nizan Guanaes, Duda Mendonça, Maria Bethânia, dentre uma galeria de ilustres freqüentadores - alguns destes filhos da casa - agachando-se para saudar alguém com um tocar de cabeça no chão.
    Exemplo foi a própria Mãe Menininha, em quem se fundiam, intensamente, as duas qualidades mencionadas. Acrescente-se - uma vez que basicamente se desconhece o que de fato é o candomblé e sua importância na vida da Bahia - que outra qualidade indispensável é o saber. No caso, o profundo conhecimento de um conjunto de signos e símbolos milenares e complexos.
"Vou seguir tudo o que aprendi com minha mãe", diz Carmem. Sua missão não será fácil. Além de ser a líder espiritual máxima do terreiro, terá de recuperar a presença na casa.
    Outro problema a ser enfrentado são as invasões de terrenos nos limites do Gantois (encravado no bairro da Federação, cercado por moradias pobres). Os filhos-de-santo muitas vezes cumprem as obrigações para os Òrìsás sob os indiscretos olhares dos invasores de terrenos vizinhos.
    O momento da transição para o cargo que já foi da mãe e da irmã é também hora para Carmem recordar as personalidades que viu passar pelo Gantois. "Muitas delas trazidas oficialmente pelo Itamaraty", lembra a mãe-de-santo.
    Carmem recorda também que um governador, certa vez, admitiu - entre enciumado e honrado - diante de Mãe Menininha:
- Quando chega alguém, primeiro quer ir ver o Senhor do Bonfim, em seguida a Mãe Menininha do Gantois e só depois se lembra do governador.
    Histórias não devem faltar para Mãe Carmem, e muitas outras continuarão seu curso. A experiência de toda a vida volta-se também para um processo de construção contínua do asé (expressão que designa a energia emanada dos Òrìsás, o poder).
    Filha de Mãe Menininha e braço direito da falecida irmã, Carmem já cunha um cauteloso lema para a sua gestão:
- Vamos trabalhando juntos, aprendendo, e as coisas terão sua continuidade.
    Em uma cidade como Salvador, com seus 2,5 milhões de habitantes, para a população do Recôncavo, que guarda a impactante herança da cultura africana, uma mãe-de-santo num terreiro como o Gantois tem a importância comparável à (sem que se conte uma presença ainda maior dos fiéis no cotidiano) de um cardeal para a porção católica da sociedade.
    Para quem duvida ou percebe o mundo de apenas uma forma, uma história da Bahia, e do mundo. Bernard Gantin, então arcebispo de Cotonou, capital de Benin, na África Ocidental, visitava Salvador nos anos 80.
    Gantin, pouco depois, se tornaria o terceiro homem do Vaticano, no cargo de prefeito da Sagrada Congregação para Evangelização dos Povos, e outro papabile. Quando o cardeal africano chegou à Bahia, o então cardeal e arcebispo primaz do Brasil, Dom Avelar Brandão Vilela, procurou Dom Timóteo Amoroso Anastácio, abade do Mosteiro de São Bento, e lhe fez o pedido - quase uma súplica do angustiado Brandão Vilela, cordial adversário dos terreiros.
    Dom Timóteo convocou um amigo, - o recém-falecido antropólogo Valdeloir Rego - e, sob segredo, repassou o pedido de Dom Avelar, que nada mais era do que um desejo do cardeal Gantin:
- Ele quer ir ao candomblé, mas isso deve ser feito no maior sigilo.
    Assim foi feito. Valdeloir levou o cardeal de Benin ao terreiro do Bogun, no bairro da Federação, como o Gantois.
    No Bogun, numa conversa que o antropólogo gravou, a cena impensável. A runhó (mãe-de-santo) Valentina, cega, aos 91 anos, recebeu e saudou Gantin em dialeto fòn, do antigo Dahomé: - Ago basa, entoou runhó Valentina, e o arcebispo, em lágrimas testemunhadas por Valdeloir, demonstrou sua emoção e espanto.
- Ela fala a minha língua e me saúda como saudavam os antigos reis de Dahomé.
Dom Timóteo, uma década mais tarde, contaria a um jovem jornalista, seu admirador:
- O Bernard se emocionou muito ao reencontrar sua infância, sua aldeia, tantos anos depois e tão longe.
    Neste início do século XXI, sob orientação de Carmem, o Gantois abriga mais de dois mil filhos-de-santo, entre eles políticos, artistas, publicitários e jornalistas. Durante os festejos da sucessão, centenas de filhos e simpatizantes do terreiro desembarcaram em Salvador para reverenciar a nova Iyálòrìsá e os orixás.
    A atriz Maria Zilda Bethlem ficou quatro dias confinada no terreiro. Na hora da festa, dançou para o orixá Òdé diante de mais de mil pessoas que se espremiam no barracão central.
    Entre os espectadores, o ex-genro de Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn, que alegou ser apenas "um apreciador do candomblé", apesar de curioso para saber qual é o seu orixá.
- A Mãe Carmem prometeu que saberei logo, contou Zylbersztajn, enquanto, da porta do barracão, esticava o pescoço para ver a cerimônia.
    A jornalista Belisa Ribeiro, filha-de-santo do Gantois há mais de dez anos, compareceu de vestido branco e fez todas as obrigações exigidas pelos Òrìsás. Orou, jogou água na porta do terreiro e comeu asòsò, prato à base de milho vermelho e coco, servido para Òdé.
    O publicitário Duda Mendonça, marqueteiro da campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, também compareceu à festa. Duda preferiu ir reverenciar a Iyálòrìsá no fim da tarde, horário de pouco movimento no terreiro, e explicou:
- Não podia deixar de comparecer e vim pedir orientação para a condução da campanha de Lula.
    Quem fugiu do assédio dos curiosos foi à cantora Gal Costa. Regida pelo Òrìsá Òmòlú, a cantora, feita filha-de-santo na casa, fez uma visita rápida ao Gantois e quase não falou - demonstração inequívoca de que é mesmo do ramo:
- Este é um momento de fé e reflexão.
    O fotógrafo Mário Cravo Neto, filho-de-santo de outro terreiro, compareceu à festa e aproveitou para registrar, parcialmente, a festa:
- Só pode ser fotografado do lado de fora. Dentro do barracão não pode.
    Muitos filhos e filhas do terreiro, como Nizan Guanaes, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Caetano Veloso, não compareceram, mas mandaram mensagens:
- Sei que todos os meus filhos, que também são da minha mãe e da minha irmã, estão orando por mim, diz Mãe Cleuza.
    Se as antecessoras do trono do Gantois tiveram de lidar com perseguições policiais até as três primeiras décadas do século XX - a liberdade de crença e cultos só foi instituída no Brasil na década de 70 -, dificuldades persistem no início do novo século. Carmem conta:
- Nossa comunidade é de baixa renda, mas possui uma fé imensa. Tudo é feito na base do cooperativismo e não temos subvenção de nada, o que dificulta ter assistência social maior. A não ser filhos em melhores condições, que oferecem cestas básicas para a comunidade.
    Mãe Carmem, contadora, exerceu sua profissão - tal como Menininha, que era afamada costureira e doceira. Além de administradora do Gantois, foi tesoureira do Tribunal de Contas do Estado por cerca de 20 anos.
    Carmem tem duas filhas: Neli Cristina Oliveira da Silva e Ângela Maria Oliveira da Silva Ferreira, seguidoras do candomblé.
    Ângela é a Iyákèkèrè (mãe pequena), a segunda na hierarquia da casa. Adultas, Neli e Ângela vêem acontecer com a mãe o que um dia ocorreu com a avó e a bisavó. "Nascemos assim, sabendo lidar com isso, dividindo", diz Neli.
    Ela tem consciência de que a importância do Gantois e de suas Iyálòrìsás é "imensurável". Diz que, se tivesse de nascer de novo e escolher sua religião, seria tudo da mesma forma e com as mesmas pessoas.
    Neli não esconde a emoção ao se lembrar da avó, Menininha do Gantois, e fala do que pensa sua mãe, a primeira Iyálòrìsá do Gantois no terceiro milênio:
- Candomblé é simples, é vivência.

 

A reabertura.
Cerca de três mil pessoas passaram pelo terreiro no dia de Corpus Christi

 

A ILUSTRE GALERIA DE FILHOS E SIMPATIZANTES DA CASA
Artistas, políticos, esportistas, publicitários, jornalistas... A comunidade, de baixa renda, recebe a elite.Filhos-de-santo: Belisa Ribeiro, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Maria Zilda Bethlem, Nizan Guanaes...
    Simpatizantes e eventuais freqüentadores: ACM (grande amigo e de ligações profundas com a casa), Cássia Eller, David Zylbersztajn (esteve na reabertura), Duda Mendonça (freqüentador), Getúlio Vargas, João Baptista Figueiredo, João Goulart, Jorge Amado (filho do Asé Opò Afonjá, mas grande amigo do Gantois), Leda Nagle (amiga da casa), Pelé, Pierre Verger (grande amigo da casa), Washington Olivetto (lá esteve recentemente)...

MAIS DE 150 ANOS DE DEVOÇÃO
Fiel às tradições, o Gantois preserva a história da sua estrela maior
    O terreiro do Gantois foi fundado em 1849 por Maria Júlia da Conceição Nazaré, que pertencia ao primeiro candomblé criado na Bahia, o Ilè Asé Airá Intilè, localizado no bairro da Barroquinha, fundado no início do século XIX. As terras do francês Gantois, que acabaram dando o nome popular ao terreiro, foram compradas pelo marido de Maria Júlia, o africano Francisco Nazareth Eta.
    Após a morte de Maria Júlia, em 1910, sua filha, Pulchéria Maria da Conceição, foi indicada pelos Òrìsás para dar continuidade ao trabalho. Sua altivez registrou o epíteto de Pulchéria, a Grande, para a história. Como não teve filhos, o cargo foi transmitido em 1918 para sua sobrinha, Maria da Glória Nazareth, que ficou apenas dois anos na função.
    Maria da Glória era a mãe de Maria Escolástica Conceição Nazaré, que se tornaria célebre como Mãe Menininha.
    Durante sua direção, iniciada em 1922, o Gantois teve maior visibilidade e atraiu intelectuais, artistas e políticos. Gente como Jorge Amado, Dorival Caymmi, Pierre Verger, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gal Costa, Pelé, Getúlio Vargas, João Goulart, João Baptista Figueiredo e sacerdotes africanos reconheceram a sua nobreza. Dorival Caymmi a eternizou numa canção nos anos 70, Oração de Mãe Menininha.
    Depois de 64 anos na condução do terreiro, Mãe Menininha morreu no dia 13 de agosto de 1986, aos 92 anos. O terreiro ficou sem Iyálòrìsá por cinco anos, até Cleuza Millet, filha mais velha de Menininha, assumir a chefia em 1991.
    Agora, após quase quatro anos de luto, a casa volta às atividades públicas, tendo Mãe Carmem como Iyálòrìsá. "Vou conduzir o terreiro como sempre foi tudo por aqui, naturalmente", adianta.
Na casa de paredes brancas, encravada no Alto do Gantois, à frente o Iròko (a árvore sagrada do candomblé), a lembrança de Mãe Menininha é absoluta. Foram mantidos no local todos os seus pertences, de um sapatinho de lã até seus búzios.
    Simples, o Gantois construiu um pequeno memorial com objetos que um dia foram da Iyálòrìsá mais venerada no País.

 

Memorial.
O quarto da Iyálòrìsá, com vários de seus objetos pessoais

 

   

SÓ PARA OS INICIADOS
    Ritos, deuses, sacerdotes e mistérios de uma tradição milenar
    As mães e os pais-de-santo do candomblé são governantes vitalícios e absolutos de seus terreiros. Devem dirigir com abnegação e rigor a vida espiritual de seus filhos e filhas-de-santo.
    A mãe-de-santo ou o pai-de-santo são rainha e rei em seus terreiros; não há autoridade acima deles. Sua morte abre o período de Asèsè, cerimônia da morte. O período só se encerra com a escolha do novo líder, quando o Sirè, festa que marca o fim do luto, inicia um novo ciclo litúrgico.
    Em qualquer terreiro, a entrada dos Òrìsás na festa segue sempre a mesma seqüência da ordem do Sirè. Depois das obrigações para Esú, o primeiro a entrar na roda é Ògún, seguido de Òdé, Òmòlú, Òsònìn, Iròko, Òsùmàrè, Nànà, Òsún, Òbá, Yewá, Oyá, Iyèmònjá, Sòngò e Òsàlá.
    Segundo a tradição, os deuses do candomblé têm origem nos ancestrais dos clãs africanos, divinizados há mais de cinco mil anos. Acreditam seus adeptos que tenham sido homens e mulheres capazes de manipular as forças da natureza, ou que trouxeram para o grupo os conhecimentos básicos para a sobrevivência, como a caça, o plantio, o uso de ervas na cura de doenças e a fabricação de ferramentas.
    O barracão é o espaço público social de uma casa, o salão onde pessoas e santos se encontram nas festas. Atrás do barracão há várias instalações comuns a uma residência: salas de jantar e de estar, cozinha e quartos - nem todos destinados aos mortais. Há os quartos-de-santo, onde ficam os pejis (altares) e os assentamentos (objetos e símbolos) dos Òrìsás. Aí são feitas as oferendas.
    O roncó é um quarto especial onde os abians (noviços) ficam recolhidos durante o processo de iniciação. Essa proximidade dos abians com os outros membros do terreiro é fundamental: é assim que os iniciados entram em contato com os procedimentos rituais da casa. O fiel do candomblé aprende com os olhos e os ouvidos. Ele deve prestar atenção a tudo e não perguntar nada. Durante os rituais, nada pode ser filmado ou fotografado.

   

 

   

Extraído do site: http://cartacapital.terra.com.br/site/antigo/193/destaque.htm

 

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