Ilè Asé Laburè Òlòwò Aiyè

 

 

    "O viajante que à noite erra nesses subúrbios, onde as habitações vão se espaçando, como que se debulhando e cedendo pouco a pouco diante da floresta, ouve por vezes subir detrás das frondes, do fundo das trevas, o martelar surdo dos tambores sagrados, enquanto foguetes riscam os céus, desenhando neles novas estrelas.  Cada foguete que sobe é o sinal de que uma divindade veio da África possuir um de seus filhos na terra do exílio; cada estrela que repentinamente cintila acima das plantas em germinação indica a quem passa que uma divindade   ‘montou em seu cavalo’, fazendo-o reviravoltear em torno do poste central, mergulhando na noite do êxtase. Pois esses deuses só podem volver na medida em que se manifestam no corpo dos fiéis."

 

Extraído do livro “O Candomblé da Bahia” de autoria de Roger Bastide – Editora Companhia das Letras – Nova Edição revista e ampliada

 

Última atualização

17/10/2006

 

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